Ducati lança a Benelli 1130 Café Racing
Com um nome que poderia espantar a freguesia, a linha Ducati Monster, lançada em 1993, fez exatamente o contrário. Atraiu a clientela de tal forma que está no topo da lista das mais vendidas da marca italiana. Com essa performance, os modelos foram se multiplicando para atender aos mais diversos bolsos e segmentos. Na terça-feira, mais um filhote Monster foi apresentado. É a 796, que vai ficar entre as irmãs 696 e 1100, como em um sanduíche. A receita não foi mudada. Um modelo naked, ou pelado, com parte do sofisticado quadro com arquitetura em treliça à mostra, além do tradicional motor de dois cilindros em V, com inclinação de 90 graus.
Essa configuração, com um cilindro quase paralelo ao chão e outro na posição vertical, como a letra L, é uma das marcas registradas da montadora de Borgo Panigale, região de Bolonha, Norte da Itália. Outra característica que acompanha os motores Ducati é o sistema de comando de válvulas, chamado desmodrômico. Uma palavra complicada, mas que facilita a vida do piloto, pois evita a flutuação das válvulas em altos regimes de rotação, garantindo mais performance. Esse sistema foi aplicado nos motores Ducati, pela primeira vez, pelo engenheiro Fabio Taglioni ainda em 1954, para não mais deixar de ser usado.
FÓRMULA O propulsor da nova Ducati Monster 796, com 803cm³, segue o figurino. Tem dois cilindros em L, com duas válvulas por cilindro e o comando desmodrômico. A alimentação é por injeção eletrônica e a refrigeração a ar, embora em algumas irmãs da linha a refrigeração seja líquida. Essa opção, porém, favorece o custo, já que este mesmo motor também equipa o modelo Hypermotard, lançado em 2009. Na configuração da nova Monster 796, o propulsor desenvolve 87cv a 8.250rpm e torque de 7,95kgfm a 6.250rpm. Números que favorecem uma pilotagem agressiva, tanto nas ruas quanto nas estradas.
Já como modelo 2011, a nova Monster 796 também pode ser equipada opcionalmente com sistema de freios ABS, que evita o travamento das rodas. Entretanto, como tem sangue esportivo, herdado das participações da marca em competições, desde seu nascimento, o sistema pode ser desligado por meio de uma chave no painel, se o piloto assim preferir. Na dianteira, dois discos de 320mm de diâmetro, com pinças radiais de quatro pistãos. Na traseira, um disco simples de 245mm de diâmetro. Equipada com ABS, o peso a seco é de 169kg. Sem o sistema, o peso cai para 167kg.
ESTAMPA Com potência no motor e freios poderosos, a embreagem incorpora o sistema deslizante, para evitar que a roda traseira trave nas reduções de marcha mais radicais, em pilotagens esportivas. Um conjunto que garante maior controle da trajetória. Entretanto, toda essa tecnologia fica escondida. O que aparece é o visual do modelo. O quadro é destaque, com a treliça característica ligada ao motor que faz parte da estrutura para reduzir peso e aumentar a rigidez. O farol tem formato arredondado, dividido ao meio e com uma pequena carenagem acima. Os escapes têm saída alta, com ponteira larga, em forma de megafone.
O painel é totalmente digital, com duas telas, e fornece todas as informações, com destaque para o conta-giros, como nas legítimas esportivas. A linha Monster, lançada em 1993, desenhada por Miguel Galluzzi, continua com um tanque arredondado (na 796 com capacidade para 15 litros), que junto com o farol circular segue o padrão das motos verdadeiras, marcadas na década de 1970. A suspensão dianteira é invertida, Showa, com 43mm de diâmetro, e a traseira mono, Sachs, ajustável, ancorada em monobraço. As rodas são de liga leve, com aros de 17 polegadas. A nova Ducati 796 vai chegar oficialmente ao Brasil, porém, ainda sem preço e datas definidas.
Ducati/Divulgação
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